Por que no século XXI ainda existem tão poucas mulheres em altos cargos?

Por que no século XXI ainda existem tão poucas mulheres em altos cargos?

De acordo com o Relatório Global de Gênero, do ano 2014, apresentado no Fórum Econômico Mundial, “o mundo tem acompanhado poucas melhorias quanto à equidade das mulheres no local de trabalho… As disparidades de gênero na participação e oportunidade econômicas são agora de 60% em todo o mundo, aumentando apenas quatro por cento dos 56% registrados em 2006, quando o Fórum começou a medi-la. Com base nesta experiência, se todas as outras condições permanecerem as mesmas, preencher completamente a lacuna de gênero do mundo vai levar 81 anos.”

Assustadores os dados, você não acha?

Neste caminho, as novas gerações não terão acesso à igualdade no local de trabalho. A inclusão é lenta e os problemas que enfrentamos são vários.

Você já pensou em tudo que nós mulheres temos de enfrentar ao longo de nossas carreiras para ter as mesmas oportunidades?

Bem… de acordo com uma publicação da Universia, sobre uma pesquisa realizada pela Thomson Reuters no G20 de 2015, em um estudo realizado pela empresa internacional Ipsos MORI com mais de 9.500 mulheres dos países membros do G20, há 5 desafios que as mulheres enfrentam no local de trabalho, a saber:

  1. O equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional.
  2. A diferença salarial entre os sexos.
  3. O assédio no local de trabalho.
  4. A igualdade de acesso às oportunidades profissionais.
  5. O impacto da maternidade na carreira profissional.

Cada um destes cinco aspectos é relevante, mas após a pesquisa que eu fiz para escrever este artigo, devo dizer que a questão do assédio no local de trabalho me deixou muito impressionada. Trata-se de um problema tão frequente que quase passa despercebido, e especialmente em países como a Turquia, sem deixar de lado todos os países do mundo, sejam desenvolvidos ou em desenvolvimento.

Não menos importante, existe a questão da maternidade. Muitas mulheres deixam de trabalhar para cuidar de seus filhos, ou são até mesmo demitidas porque estão grávidas.

Além disso, como não parar de trabalhar se o empregador não entende as necessidades da mulher-mãe? Ela precisa passar por um período de adaptação antes de voltar ao trabalho e também vai precisar de horas para se dedicar à educação dos filhos.

Ainda que a mulher deixe de trabalhar durante um tempo, depois de passar de dois a três anos em casa, como é possível voltar à vida empresarial de novo? Quase impossível! Isso acontece porque a primeira pergunta que o empregador faz é: “O que você fez nesse período?” E a primeira coisa que vem à cabeça dele é: “Hummm…!! perdeu um monte de tempo… está desatualizada…”

A verdade é que tem havido progressos na questão da licença maternidade e também da licença paternidade que atualmente são concedidos. E é importante ressaltar que tanto os homens como as mulheres são responsáveis pela família e, portanto, devem ter responsabilidades compartilhadas.

Na pesquisa que mencionei da Universia também foi relevante o seguinte resultado:

“4 de 10 entrevistadas acreditavam que as diferenças salariais com os homens são o principal desafio que a mulher tem.”

E, finalmente, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho, apenas 5% dos gestores de grandes empresas no mundo são mulheres (empresas cotadas em bolsa).

quadro 1

E a situação não é muito melhor na política. As mulheres representaram 22% (21,9%) de todo o mundo parlamentar em abril de 2014 e em março de 2014 havia 18 mulheres chefes de estado.

Por outro lado, há também o problema da concentração das mulheres em certos tipos de atividades de gestão de negócios que estabelecem segregação profissional.

No entanto, as mulheres vem adquirindo um acesso mais amplo aos níveis mais elevados de gestão. A tendência está se concentrando em funções de gestão particulares, como podemos ver na tabela abaixo.

quadro 2

Nem todos os dados são ruins… Precisamos pensar no que as empresas devem fazer para alcançar a igualdade de gênero. Vejamos algumas opções:

  • Adotar uma política de igualdade de oportunidades de emprego.
  • Adotar uma política sobre assédio sexual.
  • Analisar a gestão de recursos humanos.
  • Assegurar a igualdade de acesso à formação para homens e mulheres.
  • Integrar as mulheres e os homens em todas as funções de negócios e família.

“Porque uma empresa que investe em atrair, reter e promover mulheres competentes obtém melhores resultados e se observou que o equilíbrio de gênero em equipes de gestão e conselhos de empresas podem gerar melhores dividendos econômicos.”

Estes e outros problemas de nós mulheres no mercado de trabalho são os que eu vejo em todos os dias com minhas clientes de coaching. E é por isso que algumas estão pensando em abrir negócios próprios para conseguir lidar com o trabalho e a família, como também cuidar de seus filhos. Já outras clientes de coaching desejam ser avaliadas da mesma forma que os homens e, por esta razão, buscam apoio para desenvolver habilidades de liderança.

Com um processo de coaching, podemos alcançar a elevação da autoestima, o desenvolvimento de habilidades de liderança, o planejamento para novos negócios, entre outras competências, o que apoia muito as mulheres para conseguirem a igualdade que procuram há mais de dois séculos.

Nota:

Países do G20: Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e África do Sul.

Veja também esse vídeo sobre igualdade de gênero.

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